O Inep apresentou as novas matrizes do Enem e do Saeb a associações científicas. Entenda o que está em discussão e os possíveis impactos para estudantes e escolas.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deu mais um passo nas discussões sobre as avaliações nacionais da educação básica. Em reunião realizada em Brasília, representantes de associações científicas conheceram a proposta das novas matrizes do Enem e do Saeb, que estão sendo discutidas pelo órgão responsável pelos exames.
A iniciativa chama a atenção de estudantes, professores, gestores escolares e demais profissionais da educação porque as matrizes de referência ajudam a definir quais conhecimentos e habilidades serão avaliados nas provas.
De acordo com notícia publicada pelo próprio Inep em 15 de outubro de 2026, o encontro aconteceu no dia 14 de outubro, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília. A reunião contou com representantes de entidades ligadas à pesquisa, à formação de professores e a diferentes áreas do conhecimento.

Novas matrizes do Enem e do Saeb: o que o Inep apresentou?
Segundo a notícia oficial, a reunião teve como objetivo apresentar as novas matrizes de referência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), além de abrir espaço para contribuições das associações científicas.
A apresentação foi conduzida pelo diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep, Eduardo Carvalho Sousa. Também participou o presidente do Instituto, Manuel Palacios.
Durante o encontro, Hilda Aparecida Linhares da Silva, gerente de projetos do Inep, apresentou os princípios e a estrutura das novas matrizes do Enem, destacando o alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Outro ponto abordado foi a relação da proposta com os marcos legais da educação brasileira, incluindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, homologadas em 2024.
A reunião também abriu uma rodada de diálogo para que os representantes das entidades participantes pudessem apresentar contribuições.
Na prática, isso significa que o debate não se limita à organização de questões de prova. Ele envolve a definição de referências que orientam a avaliação do que os estudantes aprenderam ao longo da educação básica.
A notícia pode ser consultada na íntegra no:
Enem e Saeb: entenda a diferença entre as duas avaliações
Embora as novas matrizes do Enem e do Saeb estejam sendo discutidas em um mesmo processo de diálogo, é importante entender as diferenças entre os exames.
| Aspecto | Enem | Saeb |
|---|---|---|
| Finalidade principal | Avaliar o desempenho dos participantes e apoiar processos de acesso ao ensino superior | Produzir informações sobre a aprendizagem e a qualidade da educação básica |
| Público | Participantes inscritos, conforme as regras do exame | Estudantes e escolas abrangidos pelos critérios de cada edição |
| Utilização dos resultados | Seleção para oportunidades de ensino superior, conforme regras específicas, e avaliação do desempenho | Diagnósticos educacionais e subsídios para políticas públicas |
| Referência de avaliação | Matriz de referência do Enem | Matrizes e instrumentos próprios do Saeb |
| Importância para as escolas | Pode orientar o acompanhamento da preparação dos estudantes | Contribui para analisar resultados educacionais em escala mais ampla |
Integração das avaliações: o que o Inep destacou sobre as escolas particulares?
Um dos pontos mais relevantes da notícia oficial está na fala do presidente do Inep sobre a integração do Saeb e do Enem.
Segundo Manuel Palacios, a proposta é ampliar a avaliação ao final da educação básica. Ele destacou que, com o Enem 2026, cada escola particular brasileira passa a ser avaliada na mesma escala das escolas públicas, conforme explicado pelo Instituto.
Esse ponto merece atenção porque envolve a forma como os resultados das avaliações serão organizados e comparados.
É necessário, porém, distinguir a declaração apresentada na notícia de todos os detalhes operacionais da avaliação. Para compreender integralmente como a integração funciona, é importante consultar as normas, os documentos técnicos e as orientações oficiais aplicáveis.
A utilização de uma mesma escala pode facilitar determinadas comparações, mas a interpretação dos resultados exige cuidado. Diferenças entre redes de ensino, condições socioeconômicas, infraestrutura e oportunidades de aprendizagem precisam ser consideradas.
Uma comparação responsável não deve transformar os resultados em um simples ranking de escolas. O valor dos dados está também em ajudar a identificar desafios e orientar ações para melhorar a educação.
As novas matrizes do Enem e do Saeb, nesse contexto, fazem parte de uma discussão que envolve não apenas o conteúdo das provas, mas também a produção e a interpretação de informações educacionais.

Quais entidades científicas participaram da reunião?
O encontro reuniu organizações que atuam em diferentes áreas da pesquisa, da educação e da formação de profissionais.
De acordo com o Inep, participaram representantes das seguintes entidades:
- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC);
- Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped);
- Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll);
- Associação Brasileira de Linguística (Abralin);
- Sociedade Brasileira de Física (SBF);
- Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope);
- Sociedade Brasileira de Química (SBQ);
- Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (Abrapec);
- Associação Brasileira de Ensino de Biologia (SBEnBio);
- Associação Nacional de Política e Administração da Educação — Seção Distrito Federal (Anpae-DF).
Para acompanhar as novidades, consulte os canais oficiais:
- Notícia do Inep sobre as novas matrizes do Enem e do Saeb
- Página oficial do Enem
- Página oficial do Saeb
- Portal do Ministério da Educação
